sábado, 27 de junho de 2009

"Pode escrever que um dia eu

sonhei
Que um dia eu tentei
Que um dia eu cansei."

Esse blog começou com um fim e eu me desviei do mesmo. Portanto, acabou.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Viver é muito chato. Nascemos, crescemos, estudamos metade da vida e a outra metade trabalhamos. Brigamos por coisas completamente sem importância e nos matamos para adquirir outro punhado de coisas dispensáveis. Casamos - ou não -, temos filhos - ou não -. No meio tempo, causamos intrigas sem motivo aparente, choramos por nos terem ensinado errado e rimos das mais grandiosas bobagens. Então morremos e após um período nostálgico e triste, nos esquecem levando-nos para o túmulo na memória. O maior objetivo da minha vida já foi construir família. Como se fosse o único motivo da minha existência. Por favor, alguém me diga que existem motivos maiores para esse planeta girar acolhendo incontáveis vidas. Não quero morrer e descobrir que não há nada além disso. Não quero viver seguindo passos que não levam a lugar algum. Se não existir algo mais, peço que me avisem de ante-mão para que eu possa desistir dessa vidinha imediatamente. Desdenho sim, pois acho esse padrão medíocre. Estudar, casar, trabalhar, morrer. Se é só para isso que estamos aqui, então a vida perdeu a cor. Aprendemos a ter pena dos menos afortunados financeiramente e de saúde. E estes, por sua vez, aprenderam também a ter pena de si mesmos. Só porque devido suas condições não podem seguir a vida considerada "comum" ou, ainda, "ideal"? Ou até podem, mas não da mesma forma... Do modo que eu vejo; os objetivos que eu espero existir, nada disso importa. Não deveria haver lugar para pena ou ostentação. Já disse uma vez aqui: tudo que nos é ensinado está errado. Mas continuamos seguindo por já ter sido implantado. Não pensamos mais se funciona ou o motivo de ser da forma que é. E eu não falo de capitalismo ou qualquer coisa relacionada... Falo da forma como vemos uns aos outros. Como conseguimos reparar de forma negativa o que o outro veste? Como podemos censurar em nós e nos outros a sexualidade sendo algo natural da nossa espécie? Como classificamos uns aos outros por adjetivos quando não aceitamos que façam o mesmo conosco? Como atribuímos da mesma forma personalidades como se elas fossem imutáveis? Reformulando... Como conseguimos a façanha de sermos tão medíocres? Digo que talvez o maior problema seja a ignorância quanto a nós mesmos. Ignorância é falta de conhecimento, e acho que essa falta de conhecimento pode vir a ser medo ou incapacidade de suportar quem somos. Me deixa impaciente essa falta de compreensão opcional. Impaciente no sentido de querer fazer algo. Algo que não sei dizer o que é. Talvez sejam as teorias Lost subindo a cabeça. Talvez seja a tpm. Ou talvez eu tenha chegado novamente ao ápice do sono e esteja variando. Sei que não suporto mais ver as coisas continuarem as mesmas. As pessoas também iguais. I either run or do something.